7 filmes para publicitários que nenhuma lista de filmes indica

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Já dizia Veríssimo, só existe uma coisa melhor a se fazer no escurinho que assistir a um filme: assistir a um grande filme.
Lá vem a sua chance de render-se ao sofá engolidor. Pensando nisso, reunimos 7 títulos de produções que valem o estourar da pipoca para qualquer publicitário.
Já que existe muito a ser aprendido na telona, você é nosso convidado especial. Senta que lá vem pitaco cinematográfico.

1. O experimento de Goebbels (The Goebbels Experiment)

Apresentamos a você o maior case de propaganda do século XX: Nazismo.
O documentário de Lutz Hachmeister conta a articulação de Paul Goebbels, Ministro de Propaganda do Reich . Queima de livros, oratórias hipnóticas, criação de um inimigo único, domínio dos meios de comunicação. Entenda como 90 milhões de alemães foram estimulados a apoiar uma das maiores atrocidades históricas com apenas um investimento: propaganda. Amantes do p&b, essa é masterpiece.

2. 99 Francs

Francês, mas com ares hedonistas de lobo de wall street. O filme de Jan Kounen divide opiniões. Baseado na biografia de Frédéric Beigbeder, publicitário que conhece o glamour, as frivolidades e a sarjeta da propaganda. Uma penosa mas relevante crítica ao nosso mercado e estilo de vida. O roteiro metalinguístico é ousado até mesmo para o cinema francês. No mais, seria spoiler. Assista.

3. Adeus, Lênin (Goodbye, Lênin)

O diretor Wolfgang Becker contempla o cinema alemão com o sensível, crítico e divertido Adeus, Lênin.
Em 1989, a queda do muro de Berlim é  comemorada pelo  mundo inteiro, mas Alexander Kerner, um jovem alemão de Berlim Oriental, encontra um novo desafio: esconder a vitória capitalista de sua mãe, socialista de carteirinha que, recém acordada de um coma – sobre hipótese alguma – pode sofrer fortes emoções. O timing do roteiro é incrível: a medida que a mãe melhora e retoma o contato com o mundo externo, Alex percebe-se cada vez mais encrencado, obrigado a esconder a entrada de novos produtos e imensas propagandas da nova Alemanha reunificada. A trilha sonora de Yann Tiersen, famigerado compositor de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é a cereja do bolo.

4. Ela (Her)

O King Kong da era moderna e o amor platônico que ultrapassa dispositivos. 2h e 6 minutos de Scarlett Johansson e Joaquin Phoenix em diálogo não te faz tirar o olho da tela. A história assusta pela identificação e levanta a pergunta: na era da tecnologia, o que estamos fazendo com nossas vidas? Her é hor concours

5. Die Welle (A onda)

Um cão não precisa ser chamado de cão para latir.Mas poucos cães sabem disso.
Baseado no livro homônimo de Todd Strasser, o filme alemão usa o microcosmos de uma sala de aula para o desenrolar de um processo inflamatório. A moral do roteiro é o famoso efeito borboleta: estamos conscientes das consequências que existem em cada mensagem que transmitimos? Qual é o perigo que existe por trás de identidades coletivas? A onda é aquele típico filme pelo qual não se pode passar omisso. Ele aguça os nossos sentidos.

6. Manobras na Casa Branca (Wag the dog)

Um escândalo na vida íntima do presidente americano estoura dias antes da sua possível reeleição. Para distrair a mídia, seu assessor contrata um diretor de Hollywood para dar conta do seu mais novo projeto: forjar uma guerra em um país europeu para distrair a imprensa e os eleitores. Wag the Dog nos apresenta a articulação da  famosa “cortina de fumaça” e os requintes do marketing político com um casting potente: Robert de Niro em destaque.

7. Holy Motors (Holy Motors)

Chamem de non-sense. Holy motors é um dos filmes mais inesperados em que qualquer menção me parece spoiler/deslealdade ao diretor Leos Carax. Mas, vamos lá: Monsieur Oscar aciona de sua limusine-camarim as mais variadas existências. Encontros que contrastam o belo e o feio, o barroco-moderno, a narrativa descontínua de o roteiro que desperta os sentidos. Holy Motors é forte de imagem. E a imagem é o grande pai-público da propaganda. Dói até mandar o trailer aqui. Assista.

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