A pobreza criativa na propaganda

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O ano é 2015.

A criatividade emana livre no mundo. Seres humanos já cruzaram mares, pisaram na lua, brincaram com átomos e aprenderam a dizer eu te amo.

Ainda não encontramos vida complexa em outros planetas, mas tudo indica que estamos perto disso. O inconsciente coletivo está cada vez mais avançado. Temos problemas, é claro, mas vivemos num mundo muito melhor do que nossos antepassados viviam. A humanidade caminha para uma vida melhor.

E, ainda assim, criamos coisas desse tipo:

Really?

O que eu particularmente não consigo entender é como mentes com tantas referências culturais, com tanta visão de mundo conseguem criar coisas tão pobres criativamente.  E culturalmente. Isto não é, claro, uma exclusividade da Itaipava. Várias empresas de todos os cantos do mundo anunciam suas marcas/produtos/serviços calcadas em piadinhas sem graça baseadas em estereótipos preconceituosos.

A publicidade pode e deve ser um serviço maior para a sociedade. Informar, emocionar, fazer rir e, acima de tudo, fazer-nos refletir sobre o mundo em que vivemos. “Ah, mas o cliente não aprova coisas legais”. Hey, você é um ativista criativo. Alguém que recebe dinheiro para ter ideias. Então, trabalhe para tê-las. Se uma não é aprovada, tenha outra melhor, mas não seja preguiçoso e caia no ponto comum do estereótipo.

Talvez não possamos mudar o que já está na rua, mas com toda a certeza podemos guiar o que será feito daqui pra frente. Isso não é tornar a publicidade mais chata, cheia de regras politicamente corretas e bla bla bla. Isso é aumentar o desafio criativo pelo qual decidimos viver.

E não há nada mais excitante do que ter uma ideia que melhore um pouquinho o mundo.

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Um pouco de Linklater, Allen, Nolan e Scorsese. Mais um bocado de Freud, Jung, Zizek, Mckee e Campbell. Ainda um pouquinho de todas as pessoas que já conheceu. Talvez um pedaço de você. Muito do mundo, da rua e da vida. E absolutamente tudo do que emociona.

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