Basics 101 – Se inscrever em um processo seletivo todo mundo se inscreve, mas e depois? Você sabe o que fazer?

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Lá pelo meio da nossa vida acadêmica, no 2º ou 3º ano de faculdade, um novo tipo de ambiente começa a fazer parte de nossas vidas; o processo seletivo. Começa na busca pelo estágio, depois vagas de trainee e assim por diante, da maneira que sua vida e carreira vão andando do jeito que planejou. O problema é que não se tem uma ‘aula de processos seletivos’ na faculdade, o que acaba fazendo com que a maioria vá completamente despreparado para o programa, acabe caindo nas primeiras fases e criando um pseudo-trauma de participar disso.

Quem nunca ouviu um colega – ou, às vezes, até nós mesmos – amaldiçoar os sete ventos porque não passou em um processo seletivo e dizer que tinha trauma dessas coisas, ou que odiava, ou que isso não era pra ele e que só se dava bem em ‘vagas pontuais’. Se puder confessar uma coisa para vocês, eu já fui assim. Porém, aprendi que a diferença entre aqueles que passam e os que não passam é a preparação, e hoje não tenho mais esses pensamentos equivocados.

Para poder mudar esse meu antigo e errado conceito dos processos seletivos, eu tive que aprender algumas coisas muito importantes e fundamentais que me ajudaram a enxergar quem são essas pessoas que realmente tem chance de passar e serem contratados e o que elas fazem. O que quero fazer aqui é compartilhar as minhas descobertas e técnicas para chamar atenção nos programas de contratação das empresas para que todo mundo possa se sair cada vez melhor.

Então, vamos lá as principais dicas:

  1. O que difere um grande jogador de um jogador medíocre é a preparação.

Não é das frases mais delicadas, mas essa primeira dica é a base de tudo. Sabe aquele cara que arrebentou na sua dinâmica? Ou aquele que fez uma apresentação de tirar o fôlego, enquanto você ficou completamente perdido nos 3 minutos que tinha para falar? Pois é, esses caras se prepararam e por isso deram show e causaram uma baita impressão positiva.

Logo, a primeira dica é essa: Reconheça a dificuldade do desafio, seja humilde e se prepare para a batalha. Nenhum general ganhou alguma guerra sem o mínimo de preparação, então o que te faz pensar que conseguirá ser contratado sem estar preparado? Descubra o que cai nas provas, o que são dinâmicas, o que são painéis, como são as entrevistas e as principais perguntas… Mapeie o terreno em que você vai se aventurar e conheça o ‘mato que você vai se enfiar’.

 

2. Você sabe quem é você? 

Sabe aquelas perguntas tarimbadas de RH do tipo ‘quais são seus pontos fortes?’ e ‘quais são suas fraquezas?’ Pois é, isso nada mais é do que autoconhecimento. E saber quem você realmente é (as coisas que gosta, as que não gosta, seus pontos fortes, os fracos) é mais do que necessário, não só para passar nos processos, mas para escolher empresas que combinem com você!

Saber que você prefere uma estabilidade financeira e projetos voltados para desenvolvimento social podem te mostrar que a melhor carreira é no setor público, por exemplo. Se conhecer ajuda a escolher o melhor caminho para você e, quando as entrevistas chegarem, saber responder essas perguntas do pessoal de RH, de uma maneira inteligente e verdadeira. O que te colocará em destaque, novamente.

 

3.  Quase 90% dos candidatos caem nas provas online. Estude para não ser um deles!

As matérias abordadas nessas provas, normalmente, são sempre os mesmos, então é muito vacilo cair nessa fase. Inglês, português, lógica, conhecimentos gerais e conhecimentos sobre a empresa são cartas marcadas de matérias nos processos de estágio e de trainee, então estudar esses tópicos é primordial. Além de se preparar para as provas, seu cérebro funcionará melhor estudando lógica, seu raciocínio ficará mais afiado e, nas demais competências, você garante a manutenção e evolução do seu nível.

 

4.  Dinâmicas, o inferno na terra (para os não preparados)

De novo, sabe aquele cara que mandou bem na dinâmica? Ele se preparou para tal e por isso foi bem. Quando for chamado para uma dinâmica, não perca tempo achando que já ganhou só por ter sido chamado. Pesquise quais são as principais dinâmicas feitas em processos seletivos, estude a melhor forma de expor suas qualidades dentro de um case em grupo. Aprenda maneiras de liderar sem ordenar.

Descubra maneiras de estimular a criatividade e desenvolvimento de grupos (porque, ao contrário do que grande parte das pessoas pensa, não é preciso atropelar e matar as ideias dos outros candidatos para você ir bem), já que às vezes, ao estimular as outras pessoas a pensar e incorporar as ideias delas no case, você chama, positivamente, mais atenção do que de qualquer outra forma.

Uma última dica sobre dinâmicas; não seja aquela pessoa que só fala quando o recrutador chega perto, tá bom? Promete para o tio que não vai fazer isso? Porque é muito feio! Estando na dinâmica, participe da dinâmica! Esquece o recrutador e faça o seu trabalho! Te garanto que eles estão fazendo o deles e observando todo mundo. De perto e de longe.

Não mate a ideia do coleguinha (aumento o trabalho em equipe e engaje o time para fazer o melhor possível), incentive as pessoas do grupo criando um ambiente legal e propício para ideias, mantenha-se ativo (mesmo sem recrutador por perto!) e envolvido na atividade e seja você mesmo (sim, cliché, mas é isso mesmo. Se você é mais extrovertido, seja. Se é mais tímido e quieto, seja. Mas não suma, participe!).

 

5. Sr. Google, poderia me ajudar com as minhas entrevistas, por favor? (entrevistas com RH, gestores e diretoria)

Todo mundo tem curiosidade de saber o que se pergunta nessas entrevistas e como elas são, mas poucos são aqueles que vão procurar sobre isso. Sabe o que quer dizer isso? Que a maioria vai sem saber o que esperar e, no final, se atrapalha todo e não passa. Fim da linha. De novo, o segredo é preparação! Vá para o Google e busque as principais perguntas para a sua entrevista (é com o RH, então busque sobre perguntas de RH. É com a diretoria? Então busque sobre perguntas que a diretoria normalmente faz.). Faça um apanhado de pelo menos 30 perguntas mais frequentes e de, para cada uma delas, três respostas diferentes. Sim, isso vai tomar um certo tempo seu, mas concorda que é melhor pensar sobre isso em casa e com calma do que na hora da entrevista?

Você também deve estar se perguntando, mas porque três respostas, não é mesmo? Simples: você sabe quais são as perguntas mais frequentes, mas não sabe quais serão usadas na sua entrevista. Então, dependendo da situação e do andar da carruagem, você vai precisar recorrer a um plano B. Por isso, três respostas. Assim você pensa em três situações diferentes e, ao mesmo tempo, favoráveis a você. O que vai, novamente, te colocar em evidência. Nessas entrevistas é para você saber o que responder, sem titubear. Quem pensa e enrola muito mostra despreparo e não chama atenção.

Essas são dicas para começar a entender que o que difere as pessoas que passam nos processos, das que não passam. Entendendo esses cinco pontos, já fica mais fácil saber que ser contratado não é mais só questão de ‘recrutador ir com a cara’. Esteja preparado e reconheça que sem esforço, não tem nada para ser colhido.

Por último, mas não menos importante: dê uma bela olhada no seu currículo também. Ele é a sua porta de entrada para tudo na vida profissional, e se ele não chama a atenção, então você não consegue nem dar a largada. Olhe com carinho e procure deixá-lo o mais profissional e interessante possível. Você só tem a ganhar com isso.

 

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Busco a simplicidade no complexo e vice-versa. Em tudo. Sempre. A unicidade (seja na visão ou na aplicação) me instiga/provoca, incessantemente, a desvendar um par, um oposto, uma contradição ou, até, um "ponto de fusão". Seja para complicar, seja para simplificar. O que seria da vida com um só ponto de vista?

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