Como os líderes de amanhã veem o feedback

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O final do curso é importante e divertido para todos, mas para alguns têm um gostinho muito mais especial. É hora de pegar o diploma da faculdade e partir para o mercado de trabalho! Agora começam a surgir várias matérias e conversas sobre pós-graduação, viagens, planejamento de vida e, lógico, carreira profissional, porque quem se forma nesse ano faz parte do time de jovens líderes do futuro. É natural que nesse momento os graduandos se inscrevam para diversos processos seletivos e participem de muitas entrevistas e dinâmicas para conseguir o emprego dos sonhos e já sair da faculdade com o futuro garantido.

Porém, quando finalmente chega a entrevista, sempre fica aquele frio na barriga porque achamos que nosso currículo não é tão bom quanto o do ‘vizinho’. Esse sentimento é completamente normal, mas não deve ser fator para desespero, pelo simples motivo de existir uma coisa chamada ‘seleção por competência’ que é um fator muito importante para a tomada de decisão da maioria dos setores de RH.

Isso quer dizer que os recrutadores, além de observar o currículo dos candidatos,  também estão interessados em observar competências extras, que sejam compatíveis com a vaga disponível e possibilitem o desenvolvimento futuro do profissional na área de maneira orgânica e positiva. E essas características ‘menos acadêmicas’ vem ganhando grande importância, fazendo com que seja interessante ficar de olho em formas de desenvolver novas aptidões. Dentro dessas competências buscadas pelas empresas, uma das mais admiradas e populares, tanto pelas empresas quanto pelos jovens – e principalmente pelos formandos de 2014 -, é a capacidade de dar e receber feedback. Ferramenta super importante e muito valorizada no mercado hoje em dia.

O que faz o feedback ser uma ferramenta tão admirada por todos é explicável pela situação que os novos entrantes do mercado se encontram. Esses jovens formandos possuem características muito distintas e completamente opostas as da geração passada, que hoje está no poder (baby boomers). Eles desejam começar a trabalhar e almejam uma ascensão rápida na carreira, mas querem crescer junto de líderes que os ensinem o máximo possível sobre a profissão. Essa nova geração, em termos acadêmicos, é a mais preparada da história, mas também é que menos tem experiências profissionais, por isso eles desejam um líder que os ensine tudo que puder. E é aqui que entra o feedback. Os jovens querem ouvir qualquer tipo de feedback sobre seu desempenho no trabalho, especialmente dos seus líderes. Além disso, também querem com mais frequência, não apenas o básico ‘relatório anual’. Quanto mais, melhor!

Depois de entender o que faz do feedback uma competência tão importante, agora é a hora de definir como desenvolvê-la no dia-a-dia. Como o pessoal da geração Y gosta mesmo é de receber feedback, é importante saber como se portar para receber corretamente. Nesses tipos de reuniões, quando começar a receber o feedback, o ideal é que você tente entender o que a pessoa quer dizer, ao invés de ficar rejeitando ou tentando arrumar desculpas para o ocorrido. O legal é fazer perguntas para o seu líder, tentar chegar à raiz da questão – chegar as verdadeiras razões -,  tente entender o porquê ele viu aquilo daquela maneira e como pode melhorar. Uma reação, infelizmente muito comum, das pessoas é a de levar a crítica para o lado pessoal logo de cara. Antes de fazer isso, analise a crítica e discuta a relação da situação com seu chefe. De novo, tente entender o porquê da pessoa estar dizendo isso sobre você.  Outra dica importante é dar ao feedback a devida importância e peso que ele merece. Não tenha medo de perguntar ao seu líder durante a reunião; isso ajuda a eliminar distorções de julgamento e possíveis mal-entendidos. Lembre-se que todo feedback é uma janela de oportunidades se abrindo para o seu crescimento. Concentre-se em aproveitá-las!

A-importancia-do-feedback-para-o-consultorio-medico

Agora, mesmo sendo mais comum ouvir, você não ficará durante toda a carreira apenas recebendo feedbacks, em algum momento você também irá ter de dar um. Quando essa hora chegar, a primeira coisa que deve compreender é que investir nessa ferramente é um importante meio de ganhar a confiança do seu time. Por isso, não tenha medo de incentivar essa cultura entre vocês (isso pode ser muito usado no seu TCC!). É importante que você se mantenha imparcial e encontre maneiras de incentivar o seu time a melhorar os próprios desempenhos. Mas isso deve ser um trabalho diário, porque ficar esperando o final do mês para falar pode acabar acarretando em situações de urgência a serem contornadas. O ponto chave é saber equilibrar as reuniões grupais e as individuais, tendo em mente que elogios e reconhecimentos devem ser feitos publicamente, afim de incentivar os demais pelo exemplo. Já críticas negativas e percepções de felicidade e nível de atividades devem ser conversadas individualmente, para trazer tranquilidade e segurança ao profissional.

Por fim, o que você pode ver é que a briga e as exigências das empresas pelos novos talentos que se formam é cada vez maior, e esse ano não será diferente. Todavia, é importante perceber que nos dias de hoje não basta apenas investir no desenvolvimento acadêmico – que continua sendo muito importante -, mas é preciso estar aberto a aprender competências diferentes e que sejam benéficas para o mercado. Como o feedback, por exemplo. Pois, se um líder não conseguir dar/receber feedback, o mercado não terá dó e o deixará para trás. Fica a dica para você, que em um futuro próximo será um novo líder no mercado de trabalho; invista no feedback!

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Busco a simplicidade no complexo e vice-versa. Em tudo. Sempre. A unicidade (seja na visão ou na aplicação) me instiga/provoca, incessantemente, a desvendar um par, um oposto, uma contradição ou, até, um "ponto de fusão". Seja para complicar, seja para simplificar. O que seria da vida com um só ponto de vista?

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