Vamos conversar sobre design thinking

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Fechei ano passado ouvindo as pessoas falarem muito de ‘Design Thinking‘ e o quão mágico e encantador ele é, além de quão bem ele fez para os negócios de alguém ‘X’. O barato desse alvoroço todo é que despertou minha curiosidade para olhar com mais atenção ao processo em si; então resolvi estudar mais sobre o assunto e começar a questionar mais as pessoas que comentavam sobre isso. Agora, e é aqui que a parte interessante aparece, acreditem vocês que nas conversas em que o assunto ‘Design Thinking pipocava, a maioria das pessoas não sabia explicar o que era o método ou em que consistia. E esse ‘amor cego’ ao ‘Design Thinking’ não se restringe apenas aos universitários – que fique claro. Então, pensando muito nisso, resolvi fazer do ‘Design Thinking’ meu texto de abertura nesse ano \o/. Vem comigo que vou explicar o ‘basics one-o-one’ dessa coisa linda.

 

         1)    Começando exatamente do começo – Qual é a desse nome?

Sátira do processo criativo de um designer

O método do ‘Design Thinking’ nada mais é do que um conjunto de ferramentas que incentivam a busca por uma solução assertiva e inovadora para um problema do seu trabalho/negócio/TCC ou qualquer outro projeto que se esteja tocando no momento. Mas você sabe o porquê dele chamar ‘Design Thinking’ e não ‘Planejamento whatever’ ou qualquer outra coisa? É porque esse método é completamente baseado em duas características muito fortes dos designers – o foco no cliente sempre e a capacidade de olhar o mesmo problema de diversas perspectivas e ópticas diferentes, resultando em soluções ‘fora da caixa’. Por isso ‘Design Thinking’.

        2)    Sobre o processo – De que consiste o ‘Design Thinking’?

Mural de Design Thinking

Consiste de três partes muito simples chamadas de Imersão, Ideação e Prototipação. Agora, o interessante é que não existe uma ordem absolutamente certa para as etapas. O indicado para quem inicia e quer entender melhor o processo é que se faça a Imersão, depois passe para a Ideação e depois para a Prototipação, mas você é livre de fazer do seu jeito – uma etapa concomitante a outra, ir e voltar de etapa o tempo todo, pular da Imersão para a Prototipação; enfim, fell free to do what you want!

 

        3)    Tá acabando – Mas e essas etapas muito loucasO que são elas? O que eu faço?

Processo do Design Thinking

Acalme o coração que essas três etapas são bem mais simples do que parecem – e eu aposto que você já as fez em algum momento da faculdade ou do trabalho, só que elas não estavam combinadas. Como diriam meus pais, vamos por partes.

– IMERSÃO

É literalmente o que se entende pela palavra. Você vai realizar uma imersão completa no problema em questão. Ela é divida em três fases, a ‘Imersão Preliminar’, a ‘Imersão em profundidade’ e a ‘Análise e Síntese’.

A fase ‘preliminar’ consiste em entender o problema, reenquadrá-lo em visões diferentes, discuti-lo e explorá-lo – algumas das ferramentas mais comuns usadas aqui são pesquisas exploratórias, pesquisas desk e reenquadramento, por exemplo.

Já a fase ‘Profundidade’ consiste em mergulhar mais fundo no problema e dos atores desse cenário, ir em direção ao seu núcleo – nesse ponto algumas das ferramentas mais utilizadas são entrevistas, cadernos de sensibilização e sombra, por exemplo.

A última fase é a de ‘Análise’, que consiste em concentrar toda a informação obtida e analisar tudo. Ver o que é oportunidade e o que não ajuda em nada no momento. Esse é o momento que você busca por um insight – pra quem não sabe, insight é a oportunidade não explorada que você encontra em alguma situação estudada.

-IDEAÇÃO

A ideação é uma etapa de geração de ideias originais e inovadoras. Ela é apenas a combinação de ferramentas de geração de ideias para explorar de maneira melhor e inovadora, os insights capturados na ‘Imersão’ – algumas das ferramentas mais comuns são brainstorming, workshop de cocriação e matriz de posicionamento, por exemplo.

– PROTOTIPAÇÃO

Geralmente colocada como última fase, é o momento de validação das ideias geradas na etapa anterior. Muitas vezes, ao mantermos as ideias apenas no papel, não conseguimos perceber obstáculos na criação física dessa solução ou em problemas na utilização. Com a Prototipação, conseguimos experimentar mais fielmente a construção e aplicação da solução de forma rápida e barata, sendo possível analisar a viabilidade e aderência da proposta sem grandes problemas. Algumas das ferramentas mais usadas são modelo de volume, encenação e protótipo em papel, por exemplo.

 

        4)    Última, e importantíssima, parte – Achou uma solução topAPLIQUE NO SEU PROJETO SEM MEDO!

Faça. Faça agora!

Acredite, o método do ‘Design Thinking’ em si, acabou no item anterior, mas para realmente concluir todo esse trabalho/diversão que teve, você TEM – repito, TEM – que aplicar a solução encontrada no seu projeto! Sem medo, sem frescura. Você encontrou, testou, inovou, reviu, voltou, desenhou, pesquisou e validou; então por que raios você não iria aplicar? Não tenha medo de sonhar grande, coloca pra funcionar e veja funcionar!

Como eu disse, isso aqui é o básico que você precisa saber para começar a se aventurar no mundo do ‘Design Thinking’, mas acho que já da para ter uma ideia de como é brincar com ele, além de mostrar que muitas das ferramentas a gente usa já na faculdade, só não acabamos combinando elas – e é esse o diferencial!

Espero que tenha dado para tirar as primeiras dúvidas e que você tente aplicá-lo em seus próximos projetos. É uma experiência incrível!

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Busco a simplicidade no complexo e vice-versa. Em tudo. Sempre. A unicidade (seja na visão ou na aplicação) me instiga/provoca, incessantemente, a desvendar um par, um oposto, uma contradição ou, até, um "ponto de fusão". Seja para complicar, seja para simplificar. O que seria da vida com um só ponto de vista?

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