A zoeira não tem limites, ou melhor dizendo, ela nunca morre. – Entrevista com Social Media do Cemitério Jardim da Ressurreição

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Essa semana puxei me banquinho para conversar com o “Cemi”, ou melhor dizendo o Onildo Filho, Social Media da página Cemitério Jardim da Ressurreição. A página do Cemitério do Piauí, gerenciada pela agência CJFlash, decidiu mudar sua estratégia há pouco mais de um ano, apostando em um conteúdo mais descontraído, mais voltado para o humor, aproveitando os memes que internet nos brinda quase que diariamente.

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E  ao que parece, o Cemi vem colhendo bons frutos dessa nova estratégia: “o maior objetivo da página não é vendas. Queremos, na verdade, quebrar o tabu sobre a morte. Queremos que as pessoas percam o medo da morte e a encarem como algo natural”, conta Onildo. Tão natural, que o Cemi recebe diariamente diversos inbox e comentários de pessoas que se declararam fãs dizendo que, quando morrerem, querem ser enterradas lá.

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O objetivo da página não é venda, é conteúdo. É como diz aquele ditado, “quem não é visto, não é lembrado”.  Hoje, o Cemi é um dos grandes cases da internet e referência de muitos trabalhos relacionados a Mídias Sociais. Como aconteceu tudo isso? Simples, através do planejamento. “A definição do objetivo final é tudo. Qual o objetivo? Qual o público? Qual o posicionamento? Responda essas perguntas. Depois, descubra o que seu público espera ver na sua página. Não faça conteúdo chato. Não precisa ser zoeira sempre, mas seja interessante”.

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Com o conteúdo gerenciado por duas pessoas da agência, são basicamente dois ou três posts por semana, além de alguns em parceria, relacionado a morte, é claro.

“Além de memes “reaproveitáveis” para o público da página, utilizamos as datas mais importantes do calendário. Aproveitamos outras para fazer um post de conscientização. Dia de Combate Ao Câncer, por exemplo”.

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Como essa coisa de “problematizar” já está virando rotina lhe pergunto como é que ele gerencia posts assim, Onildo relata:

“nesse tempo foram bem poucos, para falar a verdade. Teve uma garota, que tinha parentes enterrados no Jardim, que disse que não gostava das nossas publicações, achava uma falta de respeito. Explicamos que não era nossa intenção ofender ninguém. Quando teve aquele caso da marido que flagrou a mulher com o amigo no motel, fizemos um post brincando com isso, mas não foi bem recebido por parte dos seguidores. Então, excluímos. Não temos problema nenhum em fazer isso.

O público é quem manda. Sempre lembrando que: tomamos todo o cuidado para não fazer conteúdo machista, homofóbico e racista” <3 

Para um profissional de comunicação que queira seguir neste caminho, ele aconselha: “Temos que conhecer muito bem o negócio do cliente. Estar ligado em tudo que acontece na internet e não usar um meme só por que tem que usar. Devemos ser pertinente, trabalhar com planejamento e acima de tudo, criar bons conteúdos”.

Já li em alguns artigos que, “se o conteúdo é rei, criatividade é a rainha”, mas… é só isso? Não! Em tempo, o planejamento é a área que conduz todo o resto. Tanto em uma página com um público mais formal ou até mais descontraído, se o planejamento não acontecer, não há zoeira que faça milagre. 😉

Onildo, muito obrigada por sua disponibilidade! Agradecemos a entrevista!

Vida loga ao Cemi. Amém!

Você já conhecia o Cemi? Deixe seu comentário.

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About Author

Gaúcha, 23 anos. Estudante de Publicidade e Propaganda, vivo em São Paulo, mas amo o Rio de Janeiro. Comunicativa, adoro ter amigos perdidos em vários cantos do país. Viciada em redes sociais, gosto sempre de estar conectada com o mundo. Chega mais, vamos conversar ;)

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