De desenhista a Social Media – A criação de cada dia com Wagner Tamanaha

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Será que todo garoto que gosta de desenhar deseja seguir carreira como desenhista? Artista plástico? Arquiteto? Ou publicitário?!

No caso do Wagner Tamanaha, ele decidiu optar pela última opção e trabalhar com Direção de Arte. Publicitário e com mais de 25 anos de experiência, já atuou em agências como DPZ, Touché e 141 Soho Square. Atualmente é Diretor de redes sociais da Plano Digital. Diretor de redes sociais? -WTF?!- Mas ele não é Diretor de Arte?! Eu também não entendi muito bem, por isso decidi averiguar um pouco mais sobre o assunto.

Tudo começou em 2007, quando Wagner trabalhava com criação interativa (termo da época) na divisão digital de uma agência de propaganda. Tempos depois foi convidado para virar gerente de buzz marketing de uma produtora multimídia (outro termo da época). Os blogs, o YouTube e o Orkut estavam começando a bombar e o mercado publicitário sabia que tinha que absorver isso e descobrir uma forma de trabalhar nestas redes. “Acabamos inventando esse cargo de buzz marketing pois era próximo do marketing boca-a-boca, conceito existente naquele tempo, ao contrário de social media, expressão que ficou popular somente anos depois”. De web surfer para redes sociais ou social media – bem melhor, né?!.

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Wagner Tamanaha

Atualmente Wagner trabalha com clientes mais sérios e por isso ele é um social media sem muitas piadinhas, até porque segundo ele isso é apenas uma parte de todo o trabalho: “tem o lado do atendimento e relacionamento com o consumidor (CRM 2.0 ou eCRM) e o conteúdo (branded content e storytelling). As piadinhas e os memes são reflexo da estrutura que a marca tem em conseguir estar online e reagir aos assuntos do momento em tempo real com o consumidor, mas isso não é tudo”.

De diretor de arte a social media, Wagner é uma pessoa muito pró ativa e passou por todas as áreas da publicidade, -sqn. Ele me contou que trabalharia em todas áreas da criação e que inclusive dá seus pitacos ali ou aqui, mas fora isso nem pensar. Confessa que até tenta ter 5 ideias impossíveis todos os dias, assim como no livro “Alice no País das Maravilhas”, mas como todo ser humano, se contenta em conseguir isso no mês. Como todo publicitário que se preze, de qualquer forma sempre anota as ideias mais interessantes que tem em seu bloquinho. – Vá que né?! 😉

Além disso, fiquei sabendo que o cara adora arquitetura e urbanismo como mídia e perguntei sobre sua visão sobre isso. “Uma mistura app mobile, mobilidade, utilidade, compartilhamento, urbanismo, vale mais que qualquer leão em Cannes, mesmo aqueles sem paternidade fantasma”. Exemplificando o sucesso das bikes compartilhadas do Itaú. Aliás você sabia que isso teve origem na Europa como serviço público e tem origens no ativismo hippie (yellow bike)? – eu não, mas graças ao Wagner agora eu sei.

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Quando falamos em mídia, publicidade ou propaganda logo pensamos na internet e páginas do facebook, isso porque nosso cérebro está viciado em sempre lembrar disso. Porém não podemos esquecer que nós somos a maior mídia que existe. As marcas precisam saber que é necessário trabalhar com todos os tipos de mídias, inclusive a urbana. “O espaço urbano gradativamente vira cenário e pode virar um dos poucos lugares públicos onde as marcas vão encontrar o consumidor pra poder dar seu recado, uma audiência que cada vez mais se concentra em eventos ao vivo e suas transmissões, como o Super Bowl ou a Copa do Mundo”

Uma coisa é certa: Os memes estão para as marcas assim como a “architecture media” está para a sensação de permanência e participação na vida das pessoas. “Querendo ou não elas acabam como tema ou paisagem de fundo para selfies e compartilhamentos nas redes sociais”. Na Plano, eles colocaram na rua um papai noel com pouco vermelho para a campanha de doação de sangue. Um exemplo de ação na rua para conseguir chamar atenção e criar alguma empatia com a audiência.

Depois de muito papo descobri que Wagner daqui há 15 anos quer estar em um brainstorming, de cabelos brancos ou sem cabelo, convocado através de um app tipo Uber para serviços publicitários ou criativos,  – anotem isso, hein?! E é claro, como todo bom desenhista desde criancinha, quer estar desenhando usando um lápis bem apontado de grafite macio no papel canson, mas tudo simulado por um tablet e uma caneta stilus pra poder salvar na nuvem e fazer undo. 😉

Wagner fala que é melhor ser rico com saúde do que pobre doente e já teve um de seus grandes sonhos realizados: Trabalhar na DPZ “quem é da minha geração vai entender, rs”.

– Wagner, muito obrigada por nos conceder a entrevista. Ficamos muito felizes em poder saber da tua experiência profissional. 🙂

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About Author

Gaúcha, 23 anos. Estudante de Publicidade e Propaganda, vivo em São Paulo, mas amo o Rio de Janeiro. Comunicativa, adoro ter amigos perdidos em vários cantos do país. Viciada em redes sociais, gosto sempre de estar conectada com o mundo. Chega mais, vamos conversar ;)

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