Sobre o amor pela publicidade: Inspiração e criatividade com Will Ferrari

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– Um desabafo e um alívio:

Sou uma pessoa super inspirada, que amo escrever e mais, que ama publicidade. Mas assim como todo mundo, tenho meus medos e minhas dúvidas sobre tudo. Quero seguir na área de redação, mas e aí, a inspiração e criatividade vem da onde?! Enquanto tento achar respostas concretas para todas essas perguntas, continuo tentando e claro, sempre trocando uma ideia com quem já é experiente sobre o assunto. Conversei com o publicitário Will Ferrari Jr, que é redator e me falou um pouco sobre tudo isso: Inspiração, criatividade e publicidade.

Descobri que somos muito parecidos! Ele é muito animado, inspirado e adora tirar seus projetos da gaveta. Assim como eu, que não nasci querendo ser publicitária, com o Will não foi diferente: O cara queria ser jogador de futebol, assim como artista e roteirista. Já eu, queria ser engenheira, mas quando descobri que trabalharia com números, desisti na hora. Will fala que “nós do presente fazemos planos para nós do futuro, só que nós do futuro não somos confiáveis. Mudamos sem pestanejar qualquer plano que tivemos no passado”. Hoje ele é redator publicitário, mas todos os planos poderão mudar, de acordo com o momento. “Espero continuar ambicionando com muitas carreiras, para aprender de tudo, algo bom para a publicidade que sempre foi minha paixão e, principalmente, meu refúgio.”

 

Will Ferrari Jr.

Will Ferrari Jr.

– Amor pela escrita:

Como amo escrever, me imagino na área de redação. Não poderia deixar de perguntar como foi esse “tal encontro” com a redação. “O primeiro encontro foi uma mistura de tesão com medo. Tesão de entrar nesse mundo criativo, empolgante, cheio de ideias e pessoas diferentes. O medo era de não conseguir ser criativo, nem ter essas ideias. O bom é que, desde então, o tesão aumentou e o medo só diminuiu”. O que mais me tranquilizou é que talvez eu também entre exatamente assim, essa mistura de medo x tesão, mas a ideia é sempre fazermos as coisas que mais gostamos com amor, que tudo dará certo.

Mas o amor pela escrita, nasce quando?! A ideia é “escrever sobre assuntos que você gosta de escrever”, assim como Will na época de colégio, segundo ele “As palavras me interessavam quando o assunto me interessava”. Mas a medida em que o amor pela escrita ia aumentando, ele passou a escrever sobre assuntos que não sabia, estilos inéditos e palavras novas. Um auto desafio, eu diria. “Minha teoria é que os professores me influenciavam mais que a matéria. Talvez isso fosse um breve aprendizado sobre a publicidade: saber vender torna tudo mais interessante”.

– Sobre viagens e livros

Em uma de nossas conversas, falei para ele que adoro viajar e que lugares diferentes me inspiram muito. Segundo ele “Viajar é voltar diferente. É olhar de fora a bolha que você vive. É descobrir novas formas de pensar”Na sua temporada nos EUA, aprendeu algo inimaginável: “As provas substitutivas em universidades são exatamente iguais às provas originais, ou seja, quem fez a prova original poderia passar todas as questões para algum amigo, mas lá ninguém faz isso. Por quê? Porque a prova é para te testar e para você descobrir em que nível está, e não para se enganar e tirar uma nota alta. Esse é um pensamento muito diferente do que temos aqui no Brasil”.

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Assim como viagens, livros também inspiram. Mais do que isso: enriquecem ainda mais nosso vocabulário. E aí, Will, como ser apaixonado pela leitura? “Leia sobre assuntos que você gosta. Gosta de carro? Leia livros que tenham carros. Gosta de moda? Leia sobre moda. Pegar o gosto da leitura é um dos prazeres mais fáceis de conseguir. Mas como tudo na vida, você precisa de paciência, principalmente, porque você vai escolher leituras “erradas”. Como gosto de coisas rápidas, decidi começar por crônicas, que são rápidas, fáceis e bem envolventes.

Como somos bem inspirados, perguntei se ele tem um sonho. A resposta? Acreditem: “Só quero ter um dia da semana livre no trabalho para tocar os projetos pessoais”, mas já conseguiu realizar um dos seus sonhos: Lançou um livro! “Chama-se “Conversas de uma vida que não tive”. Um livro que não revela o nome dos personagens, nem onde vivem, nem o que fazem. O livro só tem conversas e você vai conhecer esses personagens através do que eles pensam, falam e fazem. Foi self publishing, ou seja, só é possível comprar diretamente comigo”.

– Bate-bola

Para se inspirar e escrever, gosta de lugares barulhentos, mas com uma válvula de escape: fone de ouvido. Ambiente? O clássico dos clássicos: Sua bagunça organizada, quem olha acredita que está uma zona, mas você sabe onde está cada coisa. Para escrever, prefere o papel e caneta, sempre. Mas como ele é adepto da “bagunça organizada”, costuma tirarar uma foto do próprio papel e enviar para o e-mail depois, senão né… Sei que gosta bastante de The Killers, mas “Baden Powell é ótimo para acalmar e trabalhar”. Sua inspiração maior são “Pessoas que acreditam no que fazem, independente do que seja”. Atualmente está lendo o livro Zero To One. Criar uma ideia do 1 para o 2 é evoluir. Difícil mesmo é criar do 0 para o 1. Isso é inovação.

Para finalizar, lhe perguntei o que estará fazendo daqui há vinte anos. A resposta foi simples: “Todo mundo que me olhar vai pensar que estou em férias, mas não. Estarei com tanta liberdade que vou poder trabalhar de qualquer lugar, na hora que quiser, como eu quiser”. 

 Will, muito obrigada pela entrevista e por nos inspirar ainda mais com um pouco da tua vida.

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About Author

Gaúcha, 22 anos. Estudante de Publicidade e Propaganda, vivo em São Paulo, mas amo o Rio de Janeiro. Comunicativa, adoro ter amigos perdidos em vários cantos do país. Viciada em redes sociais, gosto sempre de estar conectada com o mundo. Chega mais, vamos conversar ;)

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