A Grande Ideia ou (A Inesperada Virtude de um Boêmio)

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Três e pouco da manhã.

Quarta-feira.

Mais uma vez, sou um dos últimos a sair.

No bar, o jukebox toca aquele MPB que mais parece trilha sonora de filme antigo.

Os garçons terminam de lavar os copos.

E eu aqui, finalizando um esboço que fiz dela num guardanapo de papel qualquer.

Já fazia mais de uma semana.

O vislumbre dela vinha me visitando nas horas em que me encontrava mais distraído.

Vulnerável, até.

Ainda assim, não conseguia parar de pensar nela.

E acho que não vou conseguir tão cedo.

Vim pra cá porque sabia que iria encontrá-la.

Acho que alguns pints ajudam, afinal.

Ela adora esses locais onde há um clima mais descontraído.

Ela tem esse poder de fazer meus olhos brilharem, minha pele arrepiar e, bem, ela me faz bem.

Por ela eu acordo todas as manhãs e tenho dificuldades para dormir à noite.

Sem ela, não sei o que seria de mim.

E, às vezes, tenho medo do que posso vir a ser com ela.

Por ela eu vivo.

E por ela, certamente eu morreria.

É incrível a paixão que sinto por ela.

Por ela, uma grande ideia.

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Um pouco de Linklater, Allen, Nolan e Scorsese. Mais um bocado de Freud, Jung, Zizek, Mckee e Campbell. Ainda um pouquinho de todas as pessoas que já conheceu. Talvez um pedaço de você. Muito do mundo, da rua e da vida. E absolutamente tudo do que emociona.

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