Planejar o ano novo é bem melhor que fazer promessas

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Final do ano se aproximando, aquela alegria e agitação típicas das festas desse período já tomam conta das cabeças e corações e, claro, todo mundo fica naquela mania de tentar encontrar resoluções para o ano que entra. Entra ano e sai ano as pessoas continuam buscando promessas e mais promessas para poderem chegar no final e analisarem se foi sucesso ou não. Particularmente eu não me lembro de ter feito alguma vez uma promessa de ano novo ou algo do gênero, basicamente porque nunca me fez sentido definir algo assim, ao mesmo tempo que eu não sabia explicar o porquê disso não fazer sentido em minha cabeça. Agora, já um pouco mais vivido, posso te dizer o porquê essas ‘promessas’ de ano novo nunca me caíram bem e, consequentemente, um planejamento de novo ano é bem mais interessante, inteligente e divertido.

Bem, a primeira coisa que posso dizer sobre as promessas e resoluções de ano novo é que elas são tremendamente chatas e abrangem períodos muito longos. Vamos colocar os pés no chão e pensar, que atividade chata você gostaria de fazer por um ano inteiro, ininterruptamente? Difícil, não? Até porque a atividade é chata e você, por lógica, não gostaria de fazer (e se fosse obrigado, faria o menos possível, não o contrário). Então todo aquele negócio de “vou ficar um ano sem refrigerante” e suas promessas derivadas não rolam, porque são chatas e muito longas. Acredito que esse é o principal ‘calcanhar de Aquiles’ das promessas de ano novo; é um único objetivo, muito chato, com um período muito longo e o indicador de sucesso fica lá longe, no final do ano que entra. Quer dizer que a comemoração de alcançar seu objetivo é só daqui há 12 meses? I’m sorry, but that’s boring.

Agora, falando de planejamento de ano novo, esse problema das promessas acaba. Digo isso porque o planejamento vê uma coisa que a promessa não vê; o ano é feito de meses! Pode até parecer que fiquei doido, mas quando fazemos uma promessa como “vou ficar um ano sem refrigerante” ou “irei para a academia todo santo dia” é bem raro encontrar alguém que lembre que durante esse ano existem 12 meses. Todo mundo pensa no ano como um bloco único e acaba imaginando que não será tão complicado assim esperar um ano para poder comemorar o cumprimento da promessa. Aí que está o erro! Por mais que o tempo voe ultimamente, 12 meses não passam tão rápido assim e, se você é alguém que adora refrigerante ou detesta academia, ficar se martirizando por tanto tempo (sem nenhum reconhecimento ou celebração durante o ano), logo logo desiste e lá vai mais uma promessa de ano novo para o ralo. No planejamento não; os meses são levados em conta, os objetivos não são tão distantes (ficam em cada mês) e podem ser reconhecidos e celebrados de tempos em tempos, sem ter de esperar eternamente. Nós somos movidos por motivações, reconhecimentos e celebrações. Quando alcançamos uma meta, queremos comemorar, queremos que reconheçam nossos esforços e nos motivamos para ir ainda mais longe. Todavia, se um objetivo só pode ser alcançado depois de um ano, ficamos doze meses sem comemorar, sem nos motivar a ir mais longe, sem celebrar, e aí desistimos.

Para ajudar a se planejar você pode usar de tudo! Se é uma pessoa que prefere papel, use agendas convencionais, se prefere digital, use os calendários de celular/computador ou, se preferir, pode até usar os dois modos juntos!

Outro ponto negativo que vale destacar das promessas é o tempo de recuperação. Pode parecer estranho, mas pense de novo comigo; se, ao final do ano, você não conseguir cumprir sua promessa, isso significa que você fracassou no ano como um todo? Afinal, era seu único objetivo cumprir a promessa, certo? E se você fracassou ao cumprir a promessa, já estando no final do ano, não tem tempo sequer como você tentar recuperar esses 12 meses ou se aventurar numa meta menos ousada para te motivar no ano seguinte. Aí você fica desmotivado, sente que nunca vai conseguir e desanima. Pronto, receita para o desastre. E é aqui, que novamente, o planejamento fica mais interessante e inteligente. Se você se planeja, leva em conta que o ano tem 12 meses e distribui suas metas para ao longo desses meses, caso algum objetiva não possa ser alcançado naquele mês, você ainda tem mais um monte de tempo para se recuperar, correr atrás do prejuízo e atingir mais um sucesso!

Esses são os dois pontos principais de porquê você deve olhar com mais atenção para um planejamento de ano novo do que fazer um simples promessa. Os dois consomem pouco tempo (acredite, planejar seu ano não leva mais do que 3 horas. E o que são 3 horinhas perto dos 365 dias que estão por vir desse novo ano?), mas um tem o poder de encher de vontade de se superar, de te motivar a fazer mais e melhor, enquanto o outro só te coloca para baixo, mesmo quando você ainda resiste forte na promessa (quão comum não é um pensamento do tipo “Ae! Estou há 3 meses sem refrigerante! Putz, ainda faltam 9…). Não da para se enganar, por mais que fiquemos felizes pelos 3 meses sem refri, na nossa cabeça vai ficar o objetivo de 12 meses e nunca ficaremos 100% satisfeitos, ou seja, acaba passando o ano todo insatisfeito. Nesse fim de 2015, pense com carinho sobre planejar o ano que está por vir e pensa comigo, não é bem mais gostoso chegar no fim do ano seguinte, olhar par trás e ver que conquistou um monte de coisas, que você se superou diversas vezes e comemorou muitas mais do que só ficar vidrado em uma única promessa? Eu prefiro planejar. (;

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Busco a simplicidade no complexo e vice-versa. Em tudo. Sempre. A unicidade (seja na visão ou na aplicação) me instiga/provoca, incessantemente, a desvendar um par, um oposto, uma contradição ou, até, um "ponto de fusão". Seja para complicar, seja para simplificar. O que seria da vida com um só ponto de vista?

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