Um apoio amigo na vida

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NO DIA QUE FOMOS BRONZE NO FESTIVAL DO CLUBE DE CRIAÇÃO

 

Decidi não encher esse espaço com uma historinha de como foi difícil ganhar, e de como trabalhamos duro para isso acontecesse. É difícil mesmo, exige um puta trampo, e caso fosse de outro jeito com certeza não valeria tanto a pena. Eu até escrevi um outro texto contando essa parte da história, mas preferi jogar essa ideia fora e pensar mais um pouco. Preferi sentar com você aqui do lado e bater um papo sobre uma lição aprendida durante esse mês.

Umas das coisas mais incríveis que acontece durante o festival é conhecer pessoas de tudo quanto é canto do Brasil. Pude conhecer o dia a dia do amigo que mora no interior, em outros estados e perceber que todos, apesar da região, temos muito em comum fora a escolha da profissão. Enfrentamos os mesmos problemas, temos a mesma lista de reclamações da faculdade e das aulas, temos aquele brilho no olho e no peito aquela vontade gigante de se provar.

E é nessa estrada que esse texto vai caminhar, se provar. Quando saiu o resultado foi uma euforia generalizada de todos os velhos e novos amigos ali presentes, estranhei de início, confesso. A galera comemorava o prêmio como se fosse eles tivessem subido ao palco junto com a gente, pessoas que conhecia apenas a três dias, até menos, mas tudo tinha um porquê.

Agora, refletindo após tudo isso, vejo que fomos exatamente como o festival defendeu: caçadores. Ainda no sexto semestre, sem ajuda da faculdade ou de orientador, munidos das armas que tínhamos na hora, acreditando que o trampo era bom. E talvez, por isso, eles partilhavam a felicidade da conquista do bronze.

Naquela mesma noite de segunda eu percebi que tinha outra coisa em comum com aquela galera, isso aconteceu exatamente quando um deles me perguntou o porquê de não termos participado antes. E a resposta me veio à cabeça de imediato, mas que segurei  para não escapulir pela boca: não acreditava que podíamos ganhar.

Sempre achei que precisava melhorar, que não era o suficiente. Que era preciso um segundo curso para aprender como é fazer publicidade igual gente grande – como a gente é neurótico às vezes. E talvez eles e muitos outros têm essa ideia lá no fundo. Construiu-se um mandamento em cima disso, que sem um curso foda você não consegue ou tem poucas chances de trabalhar com grandes clientes e criativos. Eles são importantes, e está nos meus planos fazer alguns deles para melhorar e crescer, mas não são o único caminho para se chegar lá, lembre-se disso.

Por isso, eu quero que esse prêmio seja mais que mais uma peça no meu portfólio, seja uma amostra do que se pode fazer, criar e realizar. Assim como foi para aquela galera. Proponho um job para a vida. Vamos parar de inventar desculpas e passar a inventar soluções, parar de criar barreiras e criar ideias dignas de leão – ok, com um pouco de mais de calma, mas é essa a pegada. Ser o cara criativo você pode ser.

O fato da nossa ideia se chamar Apoio Amigo, não é por acaso. O mercado mudou, é muito mais colaborativo, e é importante ter em mente isso o tempo todo: ninguém faz nada sozinho. E nessa conquista eu não estive sozinho nem um minuto. Só tenho a agradecer a todos os meus amigos, ao meu dupla Israel Fermow e, especialmente, ao meu brother Thomaz Bregantin que esteve comigo durante todo esse tempo ajudando a melhorar o job, a entregar o nosso melhor e não pode subir no palco para ficar do nosso lado. Para você fera eu deixo um último recado, ano que vem vamos juntos, porque sabemos que podemos, porque sempre teremos bons amigos para nos dar apoio.
Obrigado amigos, esse prêmio é nosso.

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About Author

Redator publicitário, 25 anos. Viciado em tentar ser engraçado e patinador de final de semana. Amante de bons filmes e bons livros. Daquele tipo de pessoa que fala mais que a boca e escreve quando não dá para fazer o anterior.

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